Vem ai gente um tempo decisivo para educação do nosso país, sinto que mais do que nunca é hora de nos unirmos e colocarmos as cartas na mesa. Nosso dia esta chegando, teremos nossa vez.
Vai ai um post de um colega de profisão e primo corroborando com o video da professora Amanda Gurgel que foi sucesso na net . Leia e veja.
Cada vez mais ouvimos falar sobre as condições precárias das escolas, do caos no sistema educacional, da baixa qualidade do ensino. Números, números e mais números. E como eles assustam!
Cada vez mais teóricos da educação fazem discursos maravilhosos, escrevem suas teses, artigos formais... tudo muito lindo!! Isso quando não atacam aqueles que estão na linha de frente: os professores, os gestores. Quantas vezes, nós educadores,cansados da luta semanal, sacrificamos nosso fim de semana em busca de aperfeiçoamento, pago pelo próprio bolso, já que o governo não nos ajuda, e ainda escutamos infelizes doutores na educação, atacarem os professores: " a educação está assim, pois as metodologias não mudam, os professores são acomodados, não planejam... e os absurdos vão por aí a fora.
Agora eu pergunto: quem verdadeiramente faz alguma coisa de útil pela educação? Quem, a pesar da situação precária, ainda faz parte do sistema para que ele não exploda de vez??
São os catedráticos? Os pesquisadores cheios de títulos? Será que são os parlamentares, ministro, secretários de educação, executivos? Não... não! Esses aí nem sabem o que é o dia a dia na escola. Não sabem o que é tentar ensinar alguma coisa nas salas lotadas, nas escolas mal conservadas, com sobrecarga de trabalho e, como se não bastasse, sendo ameaçados, agredidos e mal pagos. Ao ler isso, você deve de estar pensando assim: mas já que está tão insatisfeito, por que não larga tudo e vai em busca de outra profissão? Imagina agora, se todos os educadores pensassem desta forma? Aí sim, de um sistema com baixa qualidade, a educação passaria a não ter qualidade alguma.
É muito fácil ser um especialista crítico, lá da sua sala confortável, nas universidades; é fácil falar do orçamento, da receita da máquina administrativa, sendo executivo, secretário ou parlamentar, no seu gabinete luxuoso, com ar condicionado e até lixeiras de cinco mil reais.No entanto, não venham dizer o que é estar numa sala de aula, o que é enfrentar a rotina de uma escola, se você não vive essa realidade. E, como disse muito sabiamente, a nobre colega de profissão, a ilustre professora Amanda Gurgel, não venham falar de "numeros irrefutáveis da educação, com muitos algarismos", se, no contracheque do educador, esses algarismos são escassos e revelam o desrespeito e a desvalorização de quem cuida da educação de crianças, jovens e adultos. "Parem de associar a má qualidade da educação ao professor em sala de aula", este que desdobra-se em três turnos, andando em ônibus lotados, corrigindo provas e trabalhos nas madrugadas para poder sustentar sua família; enquanto a verdadeira causa da precariedade da educação, que são os baixos investimentos, desvalorização do profissional, falta de materiais e infraestrutura das escolas, nunca são por eles revelados na mídia. Ainda, segundo as palavras da ilustre colega, só lembram de falar do professor durante as greves, para serem criticados e responsabilizados pela precariedade do ensino, quando, naverdade, estão lutando por justiça, respeito e dignidade.
Hoje, o professor, apesar de toda a sua desvalorização, assume papeis que não são seus, são responsáveis pela educação, que em muitas das vezes, tem sido negligenciada pela família; precisam gastar do próprio bolso para comprar materiais que falatam nas escolas, e ainda, generosamente, compram materiais para muitos de seus alunos carentes para que estes possam, pelo menos, participar desse complexo processo de ensino-aprendizagem.
Com todo respeito aos teóricos catedráticos, aos secretários de educação, mas não venham nos dirigir críticas, a ofender nossa categoria, se não estão conosco em nosso dia a dia, se não apoiam de fato a nossa causa. Aqui, na vida real, professores são obrigados a trabalhar doentes por não conseguirem afastamento de saúde (como aconteceu em Juiz de fora -MG), professores são agredidos por palavras e fisicamente, professores são tratados como "baderneiros" nas lutas por melhores condições de trabalho, e professores inalam o pó da vergonha de um sistema precário que não valoriza quem cuida dos filhos que, no futuro, crescerão e cuidarão deste país.
Fábio Almeida dos Santos - Professor e Especialista em Educação Básica - Juiz de Fora - Maio de 2011
Gostaria de convidar a todos a assistirtem ao vídeo no qual encontra-se o depoimento da professora Amanda Gurgel
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